Sozinha, isolada, desamparada.
Perdida, sem rumo, sem a mínima noção de aonde ir, sem paradeiro, sem lugar.
Buscando a tal luz no fim do túnel. Mas que túnel será esse? Será ele invisível? Será ele visto somente por quem está à beira da completa loucura? Será ele um alguém, que levará a conhecer o bom da vida, a positividade do mundo e das pessoas.
Será, será. É só o que consigo falar.
Mas no momento são tantas dúvidas que me perco meio à elas.
Sem noção do que me espera quando fechar os olhos para um sono eterno. Mas será que ainda não demora para este acontecimento?
Talvez, por algum milagre, algo revolucionário ocorra em minha alma, em minha vida, em mim. Será mesmo que esse eterno fechar de olhos, será com os olhos fechados?
Seria mais tranquilo, com certeza, mas não há como saber, não é mesmo?
E nesse meio, perdida às tantas dúvidas, só consigo encontrar papel e lápis, e assim tentar me expressar. Se entenderão, não sei, mas me alivia, alivia essa angústia que chega a corroer minha alma, tira um peso do meu ser. Ser esse, sentimental, como o medo.
Carol Marins.
Muito bom Carol, isso é profundo e muito bonito. Parabéns, pelo texto...
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